Documento simples 014 - Júlio Bento da Silva. [18??]-1937

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Código de referência

PT ILCAE CFIL-MIL-014

Título

Júlio Bento da Silva. [18??]-1937

Data(s)

  • [18??]-1937 (Produção)

Nível de descrição

Documento simples

Dimensão e suporte

1 fotografia
0.40x0.30
papel

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Nome do produtor

(1880-)

História administrativa

A IGREJA LUSITANA CATÓLICA APOSTÓLICA EVANGÉLICA surgiu na segunda metade do séc. XIX, fruto do ambiente religioso e social que então se vivia em Portugal.

A instituição do regime liberal e as novas ideias culturais e políticas que agitavam o mundo levaram - em Portugal como noutros países - a um clima de constante tensão entre muitos sectores da sociedade e a hierarquia da Igreja Católica Romana, que continuava presa a valores de outras épocas e tardava a adaptar-se aos novos tempos.

Na realidade, a hierarquia católica mostrava-se intolerante na defesa do absolutismo papal, tanto no domínio espiritual como no secular, situação que se agravou em 1870 com a definição dos dogmas da jurisdição universal e da infalibilidade do papa. Por outro lado, a desconfiança em relação à leitura da Bíblia pelos crentes, o ritualismo distante e pomposo da liturgia romana em latim e os excessos do marianismo popular suscitavam o afastamento da Igreja por parte de muitos cristãos mais esclarecidos.

Entretanto, ia chegando a Portugal a influência de outras correntes do cristianismo, ligadas à espiritualidade anglicana, à tradição protestante ou ao movimento "velho-católico", que se constituíra em países como a Suíça ou a Holanda precisamente para tentar restaurar na Igreja Católica a simplicidade e a vivência élica dos primeiros séculos do cristianismo.

Foi neste contexto que alguns sacerdotes e leigos se desligaram da Igreja Romana e formaram pequenas comunidades, onde se encontravam para, em igreja, viver e partilhar a sua fé em Jesus Cristo.

Desde 1876 que três congregações da área de Lisboa se reuniam em união evangélica, denominando-se como Igreja Episcopal Reformada em Portugal: Congregação de S. Paulo, sediada no Pátio das Duas Campaínhas, no segundo andar do prédio nº 123, à Rua Ocidental da Moeda, presidida por Cândido Joaquim de Sousa; Congregação de S. Marçal, na Rua das Amoreiras, nº 17-1º esquerdo, pastoreada pelo reverendo José Nunes Chaves; Congregação da Santíssima Trindade, em Rio de Mouro, Sintra, pelo ex-padre João Joaquim da Costa Almeida.

O movimento episcopal reformado teve o seu embrião na Igreja Evangélica Espanhola, à qual tinham aderido vários ex-padres católicos. A publicação, em 28 de Novembro de 1878, do decreto regulamentador do Registo Civil veio dar consistência à fundação oficial daquele movimento, a partir da Congregação de S. Paulo, liderada no seu início pelo ex-padre Manuel António Pereira Júnior, vindo a ligar-se à Spanish and Portuguese Church Aid Society.

Ainda em 1878, as três Congregações dirigem um memorando ao Sínodo Episcopal das Igrejas Anglicanas, solicitando a sua "Sympathia e apoio", bem como a sagração de um bispo para as igrejas episcopais peninsulares.
Em 1879 assumem já a denominação de "Egreja Lusitana Catholica, Apostolica, Evangelica."
Em 1880 reuniram em Lisboa um Sínodo, sob a presidência do Bispo anglicano Riley, do México, expressamente convidado para o efeito, e aí se constituiu e regulamentou a IGREJA LUSITANA CATÓLICA APOSTÓLICA EVANGÉLICA.

FACTOS MAIS RELEVANTES

1880
Constituição da Igreja em Sínodo presidido pelo Bispo Anglicano do México, Dr. Henrique Riley, como resultado dum movimento de Padre Católico-Romanos e leigos, em contestação ao ultramontanismo do tempo e dogmas do Vaticano I.

1884
Eleição do Primeiro Livro de Oração Comum baseado nas Liturgias Anglicana, Romana e Moçárabe.

1922
Eleição do Bispo D. Joaquim Santos Figueiredo, que não chegou a ser sagrado.

1939
Primeiro Congresso para afirmação da sua identidade eclesial na sociedade portuguesa.

1950
Movimento de Revigoração da Igreja (MORI) que permitiu um amplo despertamento espiritual e litúrgico entre as comunidades.

Início da edição do boletim Diocesano “O DESPERTAR”.

1951
Integração das Igrejas Evangélicas de Vila Franca de Xira, Castanheira do Ribatejo e Vala do Carregado na Igreja Lusitana com os nomes, respectivamente, de Paróquia de S. Mateus, S. Tomé e S. João Baptista.

1952
Integração da Igreja Evangélica de Salvaterra de Magos na Igreja Lusitana, com o nome de Paróquia de S. Marcos.

1954
Segundo Congresso para discussão e esclarecimentos dos desafios enfrentados pela Igreja na segunda metade do século XX.

1958
Sagração do primeiro Bispo, D. António Ferreira Fiandor, com a presença de Bispos Anglicanos do Brasil, dos Estados Unidos da América e da Irlanda.

1961
Concordata de Plena Comunhão com a Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América, nos termos da “Concordata de Bonn”.

1962
Sagração do segundo Bispo D. Luís Rodrigues Pereira, com a presença de Bispos Anglicanos e de Bispos Velho-Católicos.

1963
Concordata de Plena comunhão com as Igrejas Anglicanas da Irlanda e da Inglaterra.

1965
Concordata de Plena Comunhão com os Bispos da União de Utreque (Comunhão Velho-Católica). Nos termos da “Concordata de Bonn”.

1967
Sagração Episcopal do Presbítero da Igreja Lusitana, D. Daniel de Pina Cabral, para Bispo da diocese dos Libombos, Moçambique, integrada na Província Anglicana da África do Sul.

1971
Participação da Igreja Lusitana na constituição do COPIC – Conselho Português de Igrejas Cristãs, como membro fundador.

1978
Constituição da Comissão instaladora do Departamento da Juventude.

1979
Início da edição do Boletim “O NOVO DESPERTAR” , em seguimento da publicação DESPERTAR cuja edição tinha terminado.

Aprovação canónica pelo Sínodo Diocesano do Departamento da Juventude (DJIL)

1980
Integração oficial na Comunhão Anglicana como Diocese Extra Provincial sob Autoridade Metropolitana do Senhor Arcebispo de Cantuária na sua qualidade de sinal visível de unidade daquela Comunhão.

Terceiro Congresso para reformulação de algumas das suas perspectivas teológicas e litúrgicas.

Sagração de terceiro Bispo, D. Fernando da Luz Soares, que continua como Bispo Diocesano.

1989
Constituição do CLET (Centro Lusitano de Estudos Teológicos).

Constituição da Associação das Escolas do Torne e do Prado (AETP), como uma Instituição Particular de Serviço Social (IPSS), na continuidade do trabalho centenário de ensino e social levado a cabo por aquelas Escolas que entretanto encerraram.

1991
Aprovação pelo Sínodo Diocesano da revisão litúrgica que deu lugar ao actual Livro de Liturgia.

Aprovação pelo Sínodo da ordenação de mulheres.

1992
Participação da Igreja Lusitana no Primeiro Encontro Ecuménico realizado em Portugal entre representações oficiais da Igreja Católica Romana e do COPIC, encontros que têm continuado até ao presente.

1993
Participação da Igreja Lusitana no Primeiro Encontro interconfessional realizado em Portugal entre representações oficiais da Igreja Católica Romana, do COPIC e da Aliança Evangélica Portuguesa, encontros que têm continuado até ao presente.

Aprovação canónica pelo Sínodo Diocesano do Departamento das Mulheres (DMIL).

1995
Primeira visita do Arcebispo de Cantuária à Igreja Lusitana.

1997
Ordenações ao Diaconado das primeiras 3 mulheres na Igreja Lusitana.

2000
Reunião dos Primazes da Comunhão Anglicana, no Porto, em Março.

IV Congresso da Igreja Lusitana, em Junho, com uma participação de mais de 100 pessoas.

2004
Comemorações do 125º aniversário do Sínodo constitutivo da Igreja Lusitana, do 25º aniversário da Sagração Episcopal do Bispo Fernando Soares e do 25º aniversário da integração da Igreja na Comunhão Anglicana.

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Percurso religioso:
Júlio Bento da Silva aderiu à Igreja Lusitana em 1902-

  • Em 1907 foi instítuido diácono
  • Em 1911 foi ordenado presbítero da Congregação da Santíssima Trindade em Rio de Mouro, Sintra. Depois da Igreja de Jesus ser reconstituída como missão, reorganizando-se de novo como paróquia em 1909, então na Rua do Rato, sob a liderança do Rev. Júlio Bento da Silva, que a dirigiu até à sua morte, em 1937.

Avaliação, selecção e eliminação

Conservação definitiva

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Mediante autorização da ILCAE

Condiçoes de reprodução

Mediante autorização da ILCAE

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

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Identificador da descrição

014

Identificador da instituição

PT/ILCAE

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Preliminar

Nível de detalhe

Mínimo

Datas de criação, revisão, eliminação

02.01.17 (AV);

Línguas e escritas

  • português

Script(s)

  • latim

Fontes

MOREIRA, Eduardo Henriques (1949). Esboço da História da Igreja Lusitana. Vila Nova de Gaia: Sínodo da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica.

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