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Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica (Diocese). 1880-

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  • 1880-

A IGREJA LUSITANA CATÓLICA APOSTÓLICA EVANGÉLICA surgiu na segunda metade do séc. XIX, fruto do ambiente religioso e social que então se vivia em Portugal.
A instituição do regime liberal e as novas ideias culturais e políticas que agitavam o mundo levaram - em Portugal como noutros países - a um clima de constante tensão entre muitos sectores da sociedade e a hierarquia da Igreja Católica Romana, que continuava presa a valores de outras épocas e tardava a adaptar-se aos novos tempos.
Na realidade, a hierarquia católica mostrava-se intolerante na defesa do absolutismo papal, tanto no domínio espiritual como no secular, situação que se agravou em 1870 com a definição dos dogmas da jurisdição universal e da infalibilidade do papa. Por outro lado, a desconfiança em relação à leitura da Bíblia pelos crentes, o ritualismo distante e pomposo da liturgia romana em latim e os excessos do marianismo popular suscitavam o afastamento da Igreja por parte de muitos cristãos mais esclarecidos.
Entretanto, ia chegando a Portugal a influência de outras correntes do cristianismo, ligadas à espiritualidade anglicana, à tradição protestante ou ao movimento "velho-católico", que se constituira em países como a Suíça ou a Holanda precisamente para tentar restaurar na Igreja Católica a simplicidade e a vivência élica dos primeiros séculos do cristianismo. Foi neste contexto que alguns sacerdotes e leigos se desligaram da Igreja Romana e formaram pequenas comunidades.
Desde 1876 que três congregações da área de Lisboa se reuniam em união evangélica, denominando-se como Igreja Episcopal Reformada em Portugal: Congregação de S. Paulo, sediada no Pátio das Duas Campaínhas, no segundo andar do prédio nº 123, à Rua Ocidental da Moeda, presidida por Cândido Joaquim de Sousa; Congregação de S. Marçal, na Rua das Amoreiras, nº 17-1º esquerdo, pastoreada pelo reverendo José Nunes Chaves; Congregação da Santíssima Trindade, em Rio de Mouro, Sintra, pelo ex-padre João Joaquim da Costa Almeida.
O movimento episcopal reformado teve o seu embrião na Igreja Evangélica Espanhola, à qual tinham aderido vários ex-padres católicos. A publicação, em 28 de Novembro de 1878, do decreto regulamentador do Registo Civil veio dar consistência à fundação oficial daquele movimento, a partir da Congregação de S. Paulo, liderada no seu início pelo ex-padre Manuel António Pereira Júnior, vindo a ligar-se à Spanish and Portuguese Church Aid Society.
Ainda em 1878, as três Congregações dirigem um memorando ao Sínodo Episcopal das Igrejas Anglicanas, solicitando a sua "Sympathia e apoio", bem como a sagração de um bispo para as igrejas episcopais peninsulares. Em 1879 assumem já a denominação de "Egreja Lusitana Catholica, Apostolica, Evangelica."
Em 1880 reuniram em Lisboa um Sínodo, sob a presidência do Bispo anglicano Riley, do México, expressamente convidado para o efeito, e aí se constituiu e regulamentou a IGREJA LUSITANA CATÓLICA APOSTÓLICA EVANGÉLICA.
FACTOS MAIS RELEVANTES:
1880 - Constituição da Igreja em Sínodo presidido pelo Bispo Anglicano do México, Dr. Henrique Riley, como resultado dum movimento de Padre Católico-Romanos e leigos, em contestação ao ultramontanismo do tempo e dogmas do Vaticano I.
1884 - Eleição do Primeiro Livro de Oração Comum baseado nas Liturgias Anglicana, Romana e Moçárabe.
1922 - Eleição do Bispo D. Joaquim Santos Figueiredo, que não chegou a ser sagrado.
1939 - Primeiro Congresso para afirmação da sua identidade eclesial na sociedade portuguesa.
1950 - Movimento de Revigoração da Igreja (MORI) que permitiu um amplo despertamento espiritual e litúrgico entre as comunidades. Início da edição do boletim Diocesano “O DESPERTAR”.
1951 - Integração das Igrejas Evangélicas de Vila Franca de Xira, Castanheira do Ribatejo e Vala do Carregado na Igreja Lusitana com os nomes, respectivamente, de Paróquia de S. Mateus, S. Tomé e S. João Baptista.
1952 - Integração da Igreja Evangélica de Salvaterra de Magos na Igreja Lusitana, com o nome de Paróquia de S. Marcos.
1954 - Segundo Congresso para discussão e esclarecimentos dos desafios enfrentados pela Igreja na segunda metade do século XX.
1958 - Sagração do primeiro Bispo, D. António Ferreira Fiandor, com a presença de Bispos Anglicanos do Brasil, dos Estados Unidos da América e da Irlanda.
1961 - Concordata de Plena Comunhão com a Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América, nos termos da “Concordata de Bonn”.
1962 - Sagração do segundo Bispo D. Luís Rodrigues Pereira, com a presença de Bispos Anglicanos e de Bispos Velho-Católicos.
1963 - Concordata de Plena comunhão com as Igrejas Anglicanas da Irlanda e da Inglaterra.
1965 - Concordata de Plena Comunhão com os Bispos da União de Utreque (Comunhão Velho-Católica). Nos termos da “Concordata de Bonn”.
1967 - Sagração Episcopal do Presbítero da Igreja Lusitana, D. Daniel de Pina Cabral, para Bispo da diocese dos Libombos, Moçambique, integrada na Província Anglicana da África do Sul.
1971 - Participação da Igreja Lusitana na constituição do COPIC – Conselho Português de Igrejas Cristãs, como membro fundador.
1978 - Constituição da Comissão instaladora do Departamento da Juventude.
1979 - Início da edição do Boletim “O NOVO DESPERTAR” , em seguimento da publicação DESPERTAR cuja edição tinha terminado. Aprovação canónica pelo Sínodo Diocesano do Departamento da Juventude (DJIL).
1980 - Integração oficial na Comunhão Anglicana como Diocese Extra Provincial sob Autoridade Metropolitana do Senhor Arcebispo de Cantuária na sua qualidade de sinal visível de unidade daquela Comunhão. Terceiro Congresso para reformulação de algumas das suas perspectivas teológicas e litúrgicas. Sagração de terceiro Bispo, D. Fernando da Luz Soares, que continua como Bispo Diocesano.
1989 - Constituição do CLET (Centro Lusitano de Estudos Teológicos). Constituição da Associação das Escolas do Torne e do Prado (AETP), como uma Instituição Particular de Serviço Social (IPSS), na continuidade do trabalho centenário de ensino e social levado a cabo por aquelas Escolas que entretanto encerraram.
1991 - Aprovação pelo Sínodo Diocesano da revisão litúrgica que deu lugar ao atual Livro de Liturgia. Aprovação pelo Sínodo da ordenação de mulheres.
1992 - Participação da Igreja Lusitana no Primeiro Encontro Ecuménico realizado em Portugal entre representações oficiais da Igreja Católica Romana e do COPIC, encontros que têm continuado até ao presente.
1993 - Participação da Igreja Lusitana no Primeiro Encontro interconfessional realizado em Portugal entre representações oficiais da Igreja Católica Romana, do COPIC e da Aliança Evangélica Portuguesa, encontros que têm continuado até ao presente. Aprovação canónica pelo Sínodo Diocesano do Departamento das Mulheres (DMIL).
1995 - Primeira visita do Arcebispo de Cantuária à Igreja Lusitana.
1997 - Ordenações ao Diaconado das primeiras 3 mulheres na Igreja Lusitana.
2000 - Reunião dos Primazes da Comunhão Anglicana, no Porto, em Março. IV Congresso da Igreja Lusitana, em junho, com uma participação de mais de 100 pessoas.
2004 - Comemorações do 125º aniversário do Sínodo constitutivo da Igreja Lusitana, do 25º aniversário da Sagração Episcopal do Bispo Fernando Soares e do 25º aniversário da integração da Igreja na Comunhão Anglicana.
2008 - A Igreja Lusitana adquire o Estatuto de Igreja Radicada. Através do respetivo atestado de radicação, o Ministério da Justiça reconhece a história e a ação da Igreja, ao longo da sua existência. Este enquadramento permitiu: o reconhecimento dos efeitos civis dos casamentos que celebra, receber 0.5% do IRS dos contribuintes que a declarem como seu destinatário e a possibilidade de realizar acordos com o Estado Português em matérias de interesse comum.

Paróquia de Cristo. 1907-

  • PT ILCAE PC
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  • 1912-

No ano de 1907, em março, um grupo de membros da «Liga do Esforço Cristão» da Igreja do Torne, deu início a visitas de evangelização a Oliveira do Douro.
Em Outubro de 1907 era fundada em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) uma Escola Evangélica juntamente com uma Missão constituída por crentes que se reuniam ao Domingo para estudo bíblico e oração a Deus.
Em 1909, a escola e a sala de cultos a que o reverendo José Bonaparte se devotou, passaram para a rua conhecida então pela designação dos «Mestres» e, a partir de 1911, conseguiu mais uma sala no mesmo prédio, própria para serviço da Missão. Assim, os pioneiros do Evangelho neste lugar, procuraram, desde logo, desenvolver a sua ação.
A 26 de Agosto de 1912 a Missão foi elevada à categoria de Paróquia e elegeu a sua primeira Junta Paroquial em 30 de Dezembro do mesmo ano.
Em 21 de Fevereiro de 1913 o Sínodo da Igreja Lusitana, reunido em Lisboa, incorporou na mesma Igreja a Congregação de Oliveira do Douro sob a denominação de Igreja de Cristo.
A 13 de Abril do mesmo ano o reverendo José Maria Leite Bonaparte foi instituído como ministro da Igreja de Cristo. Desde logo esta congregação desenvolveu notável trabalho de natureza educativa e assistencial através do « Colégio Lusitano » que durante décadas providenciou às gentes de Oliveira do Douro a instrução necessária.
Dezembro de 1925 é a data que marca o início de uma nova época, o da instalação da Igreja em casa própria, dádiva do reverendo Bonaparte.
O actual templo desta Paróquia foi dedicado a Deus em 3 de Novembro de 1954 pelo Bispo de Minnesota, Estados Unidos da América, Dr. Estêvão Keeler.
Por requerimento de 22 de janeiro de 1967, foi solicitada a elevação a paróquia da então Missão, o que foi aprovado pela Comissão Permanente em 29 de janeiro do mesmo ano.
Ao Reverendo Bonaparte sucedeu o Reverendo Arnaldo Daniel ( já falecido ), a 23 de janeiro de 1969, no pastoreio da comunidade de Cristo.

Paróquia de S. Paulo. 1876-

  • PT ILCAE PSP
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  • 1876-

A Paróquia de S. Paulo, uma Igreja Lusitana, membro da Comunhão Anglicana, fica situada na Rua das Janelas Verdes (ex-Convento Marianos), entre o Museu de Arte Antiga e a Embaixada Francesa.
O convento dos Carmelitas Descalços da Ordem reformada por Santa Teresa de Jesus (Santa Teresa de Ávila), sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios, foi fundado em 1606, tendo a sua construção terminado em 1611. As terras onde foi implantado, estavam aforadas a Vasco Fernandes César e a Francisco Soares pelas Comendadeiras de Santos. Os frades, após consentimento das mesmas, compraram-nas por 820 mil réis.
A esta já vasta cerca que, além de permitir o abastecimento do convento com os géneros agrícolas produzidos, se constituía como um local de lazer para os monges, iria ainda ser acrescentada uma nova porção, doada por Luís César de Menezes, designada por “cerca nova”.
Após expulsão dos frades, o edifício foi requisitado para Quartel do Batalhão 17º da Guarda Nacional em 1835, tendo igualmente sido requisitado para a Pagadoria Militar e Repartição do Comissariado em 1836. O Ministério dos Negócios do Reino concede-o ao Diretor-Geral do Conservatório das Artes e Ofícios em 1837.
Posta à venda em hasta pública em 1872, o imóvel é comprado pela Igreja Presbiteriana Escocesa, facto que provocou acesa polémica.
Em 1898, o conjunto é comprado pela Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica, onde, atualmente, desenvolve um conjunto de atividades, sendo a mais importante a celebração eucarística dominical.
Segundo Joaquim dos Santos Figueiredo, quando a Igreja Lusitana foi restaurada em 1880, já existia a congregação de S. Paulo, pois havia sido fundada em Janeiro de 1876 e fazia parte da Igreja Episocpal Reformada.
O seu primeiro ministro foi um antigo sacerdote romano, o reverendo António Pereira, que passado pouco tempo se demitiu, indo ocupar o lugar de redator das Atas, na Câmara dos Deputados.
Nesta igreja e no mesmo mês em que os cultos foram inaugurados, professou de um modo solene a sua fé evangélica o Reverendo José Nunes Chaves, que tinha vindo do Algarve para Lisboa e tinha sido membro da Congregação do reverendo Ángel Herreros de Mora, indo depois pastorear a Igreja de Jesus, na Rua de S. Marçal.
As congregações fundadoras desta estrutura nacional, que hoje é a Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica, foram as igrejas de Rio de Mouro, Sintra, de que era ministro o Reverendo Joaquim José Costa Almeida, S. Paulo, em Lisboa, pastoreada pelo leigo Cândido Joaquim de Sousa, e S. Marçal, também na capital, sendo pároco o Reverendo José Nunes Chaves. Todas elas tinham anexas escolas diárias diurnas, para crianças, e por vezes também ensino noturno para adultos. Em 1880 associaram-se ao movimento as Igrejas de S. Pedro, em Lisboa (antiga Igreja Evangélica Espanhola, fundada por Mora), pastoreada pelo Rev. Henrique Ribeiro Ferreira de Albuquerque, e a do Torne, liderada por Diogo Cassels, então ainda sem ordens sacras.
The St. Pauls Parish, a Parish of the Lusitanian Church – Member of the Anglican Communion – its situated in Rua das Janelas Verdes (ex- Convent of the Marians), between the Museu de Arte Antiga and the French Embassy.
In 1606 it was founded The Convent of the Order of the Discalced Carmelites from the reformulated Order of Saint Teresa of Jesus (known as Teresa of Avila), and dedicated to Our Lady of Remedies. The construction of this Complex was finished in 1611. The land where it was built belonged to Vasco Fernandes César and Francisco Soares and was rented by the Comendadeiras de Santos. The Frails, after being allowed by this Comendadeiras bought this piece of land for 820 mil reis. To the Cincture already existent at that time around the Convent that provided agriculture supplies, and was a place for the rest and recreation of the Frails, another portion of land was eke, offered by a man called Luís César de Menezes, and was known as “The New Fence”.
In 1835 after the Frails were expelled the building was used as a Military Headquarters for the National Guard 17th Company, and in 1836 was required to be the “Pagadoria Militar” (a kind of Military pay-office) and later to be the Office of the Commissariat. In 1837 it was give in by the Ministry of the Realm Affairs to the Headmaster of the Conservatorium of Arts and Crafts.
In 1872, was put up for sale at auction, and amidst a burning public controversy it was bought by the Presbyterian Scottish Church.
In 1898, it was bought by the Lusitanian Church and there at the present moment it develops some activities being the most important the Sunday Eucharistic Service.
According to Joaquim dos Santos Figueiredo, in 1880 when the Lusitanian Church was Ecclesiastically Restored it was already possible to find there the St. Paul’s Local Congregation, because it was founded in January 1876, and was a Parish of the Reformed Episcopal Church.
Its first Local Minister was a former Roman Catholic Priest, the Reverend António Pereira, that gave up his Ministry almost immediately, because he was appointed General Secretary of the Deputies National Chamber.
At this Church and in the same month that the Services began, the Reverend José Nunes Chaves, a Minister that came from Algarve to live in Lisbon, and was a former member of the Reverend Angel Herreros de Mora Congregation, made Solemn Vows to his Evangelical Faith, and was installed as Local Minister at the Parish of Jesus, located at Rua de S. Marçal.
The founding Congregations of the national structure of what we can now call the Lusitanian Catholic Apostolic Evangelical Church are these ones: the church at Rio de Mouro – Sintra, whose Minister was the Reverend Joaquim José Costa de Almeida; St. Paul, in Lisbon, presided by the Lay Candido Joaquim de Sousa and the Parish of Jesus at S. Marçal Street – also in Lisbon, and being its Vicar the Reverend José Nunes Chaves, as mentioned above. Connected to all these Local Parishes there was a Primary School for children and sometimes night teaching for adults.
In 1880 joined this movement of Churches the Igreja de S. Pedro (St. Peter Parish) in Lisbon (former Evangelical Spanish Reformed Church, founded by the Reverend A. H. de Mora), whose Vicar was The Reverend Henrique Ribeiro Ferreira de Albuquerque, and the Torne Church – Vila Nova de Gaia, Porto, led by James Cassels (later he adopted the Portuguese name Diogo Cassels) and at that time yet without Sacred Orders, to these existing parishes.

Paróquia de S. Pedro. 1877-

  • PT ILCAE IJP
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  • 1877-

A Igreja de Jesus foi criada, em 1878, pelas congrega ções episcopais de Rio de Mouro, de S. Paulo e a da rua de S. Marçal (futura igreja de Jesus). Constituiu a Igreja Lusitana Evangélica de Jesus uma das congregações fundadoras que viria a dar origem à Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica. Fundada em Janeiro de 1877, situou-se de início na Rua de S. Marçal, 117. Foi seu primeiro ministro, durante muitos anos, o presbítero reverendo José Nunes Chaves. Quando em Março de 1880, por ocasião da visita a Portugal do Bispo Riley, da Igreja Mexicana de Jesus, votaram em Assembleia Representativa a sua constituição. Esta congregação, sendo uma das que tomaram parte ativa na obra da nacionalização e independência da Igreja Lusitana, passou a chamar-se de Igreja de Jesus.
Em 1884 instalou-se na Travessa da Horta, 6-A, em virtude da propriedade da rua de S. Marçal ter de ser demolida. Poucos anos depois inicia-se uma “peregrinação” que fez a congregação passar pela Rua da Academia das Ciências, Trav. da Horta, Rua Sra. da Conceição, Rua do Rato, Rua do Cabo e por fim a Rua do Quatro de Infantaria, a Campo de Ourique, num percurso atribulado em que dificuldades várias, designadamente a falta de pastor, levaram mesmo ao seu encerramento, integrando-se os crentes na Igreja de S. Pedro. Seria depois reconstituída como missão, reorganizando-se de novo como paróquia em 1909, então na Rua do Rato, sob a liderança do Rev. Júlio Bento da Silva, que a dirigiu até à sua morte, em 1937. Entre esta data e 1943 foi pároco o Rev. Belarmino Barata.
Ao longo do século XX a paróquia lusitana de São Pedro prosseguiu a sua missão de evangelização e testemunho cristão, personificado em diversos clérigos e responsáveis leigos que naquela congregação serviram a Deus com dedicação e alegria. Há poucos anos, em resultado do envelhecimento da comunidade e da necessidade de dinamizar uma nova visão pastoral para o templo de São Pedro, as autoridades da Igreja Lusitana suspenderam a atividade da paróquia, situação que ainda se mantém.

União Cristã Central da Mocidade Portuguesa. 1894-

  • PT ILCAE UCCMP
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  • 1894-[19--]

Em 1894 criou-se a primeira União Cristã Central da Mocidade Portuguesa, podendo-se ler no Artigo 1º dos Estatutos que: “Entre os membros das Igrejas Evangélicas é fundada nesta cidade do Porto uma sociedade de educação física, intelectual, moral e espiritual”. No Artigo 3º especifica-se que a União está aberta a todos os indivíduos estranhos às Igrejas,
na qualidade de membros associados que, no entanto, não podem exercer o direito de voto (Artigos 6º e 7º). O Artigo 4º clarifica, e sistematiza, os objectivos da União, dizendo que tem por fim “proporcionar aos seus membros”:
1º Um ginásio, jogos atléticos, balneário e outros meios de desenvolvimento físico;
2º Excursões de instrução e recreio pelo país e, quando possível fora dele;
3º Um gabinete de leitura provido de livros e jornais nacionais e estrangeiros;
4º Aulas de instrução primária, línguas, comércio, música, etc.;
5º Sessões sociais, literárias e musicais;
6º Conferencias evangélicas, científicas, históricas, geográficas, etc., de reconhecida
utilidade popular;
7º Reuniões regulares de estudos bíblicos; e, finalmente:
8º Todos os meios ao seu alcance para promover a robustez física e a elevação do nível
intelectual e moral dos seus membros, de modo a torná-los úteis a si, à família e à pátria.
Outros Capítulos dos Estatutos, dizem respeito aos Membros auxiliares e protectores; sua
admissão, deveres e direitos (Cap. II); Penalidades dos membros (Cap. III); Direcção, conselho fiscal
e secretário geral (Cap. IV); Conselho consultivo (Cap. V); Assembleia Geral (Cap. VI); Eleições (Cap.
VII); Fundo social e sua aplicação (Cap. VIII); e Disposições transitórias e gerais (Cap. IX).
Num texto de 1905 um dos principais promotores da União, Alfredo Henrique da Silva, evoca as razões da sua criação. Diz ele que o que o inspirou foi o exemplo da Associação Cristã de Moços do Rio de Janeiro, cuja notícia chegou via imprensa, nomeadamente pelo jornal evangélico brasileiro O Cristão. Recorda, ainda, que por essa altura, estava no Porto um unionista suíço, de nome Borel, para aprender o português, já que na sua qualidade de missionário, partiria, depois, para as Missões Suíças na África portuguesa. Dos contactos estabelecidos com o missionário, resultou que ele os entusiasmou na criação da União, contribuindo com “alguns esclarecimentos” para a implementação e organização. No princípio dedicavam-se os unionistas ao estudo da Bíblia e a fomentar a criação de novas Uniões, já que o lugar onde estavam instalados, era “uma pequena sala” na Igreja Metodista do Mirante. Só com a sede própria é que se iniciou a sua “quádrupla missão: física, intelectual, moral e espiritual, com um forte investimento na intelectual – aulas nocturnas para operários”. Diz Alfredo da Silva que desde sempre foram norteados por um princípio: “Montar bem; dirigir bem”.
Iniciou-se, assim, em Portugal um movimento de regeneração social, que, de acordo com o Autor, incidiu na instrução popular, no anti-alcoolismo, na moralidade e na cultura cristã.
Em 1899, Diogo Cassels, reproduz, no periódico, O Evangelista, algumas passagens dos Estatutos da União Cristã da Mocidade de Lisboa, fundada precisamente no ano anterior. São quatro os Artigos destacados por Diogo Cassels:
1º Que vem a ser a União Crista da Mocidade?
É uma associação de jovens ou pessoas novas, membros de todas as Igrejas que têm por única cabeça a Jesus Cristo, nosso Senhor, segundo as Escrituras Sagradas.
2º Qual é o seu trabalho?
Procurar resultados espirituais por meios conformes com as Escrituras Sagradas, empregando esforços para ganhar os incrédulos para o Salvador e agregá-los às Igrejas, como fiéis testemunhas do Evangelho de Jesus no meio deste mundo, mas sem se ocupar da escolha da denominação.
3º É a União uma Igreja?
Não. Ela declara de maneira mais formal que o seu fim é trabalhar com as Igrejas, sem se intrometer nas funções próprias destas, antes procurando e desejando ser reconhecida por elas como um auxiliar no trabalho de evangelização da mocidade.
4º Qual é o seu programa?
Promover o bem espiritual, intelectual, social e físico da mocidade.
Movimento que se iniciou em Londres, em 1844, e que a partir de 1849 começa a alastrar pela Europa, via Alemanha. Entre os anos Cinquenta e Noventa regista-se o máximo crescimento, expresso, em 1901, por mais de 3.500 Uniões, desde a Grã-Bretanha até à Turquia. Em Portugal, na mesma data, estavam recenseadas 7 Uniões com 343 membros.

Paróquia de S. Marcos. 1944-

  • PT ILCAE PSMA
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  • 1944-03-04-

No dia 4 de março de 1944, por iniciativa do evangelizador José Ilídio Freire, organizou-se num pequeno armazém da rua do Pinheiro a primeira comunidade evangélica em Salvaterra de Magos. O grupo foi crescendo no meio das dificuldades de um ambiente hostil a tudo que não era prática religiosa do regime. Nesta altura, surgiu o entusiasmo de um jovem médico do hospital de Vila Franca de Xira, Dr. Luís Pereira. Em 1948 o Dr. Luís Pereira ingressou na Igreja Lusitana. Também as congregações que ele dirigia seguiram os seus passos: assim as comunidades de Vila Franca de Xira, Salvaterra de Magos e Castanheira do Ribatejo entraram na Igreja Lusitana.
Após esta integração, a primitiva casa de oração tornou-se pequena. Iniciou-se a busca de um lugar mais amplo. Encontrou-se finalmente um espaço central na avenida Dr. R. Ferreira da Fonseca. Foram feitas obras de adaptação do edifício que ao longo de muitos anos acolheu centenas de crentes.

Missão da Santíssima Trindade. 1981-

  • PT ILCAE MST
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  • 1981-10-25

No dia 25 de Outubro de 1981, sob a Presidência de de D. Fernando da Luz Soares e com a presença de D Luis César Pereira foi dedicado o templo da Missão da Santíssima Trindade.
Esta dedicação veio recuperar a memória da antiga Congregação da Santíssima Trindade, que existiu em Rio de Mouro, tendo sido seu Pároco o reverendo João Joaquim da Costa Almeida.

Paróquia de S. Pedro. 1885-

  • PT ILCAE PSPE
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  • 1885-01-10

Em 1885 foi o beneméiro João Cleif que fez entrega à congregação de S. Pedro do templo que, a expensas suas, mandou erigir. Em 24 do mesmo mês e ano, foi o templo solenemente inaugurado. O seu primeiro pároco foi o presidente do sínodo Reverendo Cândido Joaquim de Sousa. Após o falecimento deste foi nomeado Josué Ferreira de Sousa.
Interessante é também de referir que, durante o tempo em que a colónia alemã em Portugal esteve privada de ter uma igreja sua e um pastor, era na igreja de S. Pedro que se celebrava o culto divino.

União da Juventude Lusitana. 1936-1970

  • PT ILCAE UJL
  • Corporate body
  • 1936-04-14-1970

A Juventude auxiliar da Igreja Lusitana de S. Paulo foi um organismo criado em Assembleia Geral de 14 de Abril de 1936, com o fim de ajudar as atividades da Igreja: reuniões de estudo bíblico, serões litero-musicais e sociais, publicação de literatura evangélica, reuniões de evangelização, jornadas missionárias, excursões, campismo e educação física.

Coro Evangélico Lusitano. 1930-1955

  • PT ILCAE GCPMS
  • Corporate body
  • 1930

O Grupo Coral Pró-Música Sacra foi fundado por um grupo de jovens da Igreja de S. Paulo. Aquando da sua fundação tomou o nome de Coro Evangélico Lusitano e, cerca de 1942, assumiu o nome de Coral Esforço Cristão. Só em 1948 adotou a desiganção de Grupo Coral Pró-Música Sacra, evidenciando o seu desejo de cultivar a música em unidade com a liturgia da Igreja.

Liga do Esforço Cristão do Torne. Fl. 1903-1969

  • PT ILCAE LECT
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  • 1903-[1969?]

A Liga do Esforço Cristão, com origens na União Cristã da Mocidade, foi fundada pelo reverendo Diogo Cassels, anexa à igreja de S. João Evangelista, no lugar do Torne, em Vila Nova de Gaia.
Importante contributo para o trabalho evangélico foi a criação, no Torne, da Liga do Esforço Cristão, sediado no amplo salão mandado construir por Diogo Cassels na Rua 14 de Outubro. No jornal "A Egreja Lusitana" de 15 de Janeiro de 1903 já Diogo informa que está em organização esta liga, destinada a indivíduos de ambos os sexos, com mais de 12 anos de idade.
A 27 de Fevereiro de 1944 os seus estatutos são reformados, mantendo como principal objetivo a promoção, entre os seus membros, as atividades cristãs, relações de estima, fraternidade e cooperação.
Estes estatutos contém 12 artigos:
1º - Fundação da Liga
2º - Fins
3º - Dos membros
4º - Dos deveres dos membros
5º - Dos membros auxiliares
6º - Reuniões de congregação
7º - Assembleia Geral
8º - Direção
9º - Administração
10º - Das comissões
11º - Ação de jovens
12º - Disposições gerais

Paróquia do Bom Pastor. 1887-

  • PT ILCAE PBP
  • Corporate body
  • 1887-01-06

O templo da Paróquia do Bom Pastor foi edificado a 6 de janeiro de 1887, tendo a partir desse ano sido local de culto até aos dias de hoje. Embora já dois anos antes e na antiga Rua do Monte, no mesmo lugar, se realizassem cultos religiosos pelo reverendo André Cassels. O fundador desta Paróquia foi o reverendo André Boys Cassels (1849-1931), irmão de Diogo Cassels, que foi ordenado de diácono em 1 de Julho de 1891 tendo recebido as ordens de presbítero em 1895.
Junto à Igreja André Cassels mandou construir uma Escola Primária na qual durante muitas décadas se desenvolveu um notável trabalho educativo e assistencial às populações mais desfavorecidas. O templo do Bom Pastor teve início na escola, constituindo-se em missão anexa ao edifício, no ano de 1885. Foi inaugurado em 6 de Janeiro de 1888, uma sexta-feira, tendo assistido à cerimónia mais de meio milhar de pessoas. O sermão inaugural esteve a cargo de Robert Moreton - com quem André Cassels manteve sempre óptimas relações - encarregando-se Diogo e Guilherme Dias dos sermões no sábado e domingos seguintes.
O edifício viria a sofrer importantes melhoramentos posteriores, como a construção de uma sala destinada à União Cristã da Mocidade de Gaia, em 24 de Outubro de 1908, permitindo assim alojar esta organização, surgida inicialmente no Prado, mas cuja organização apenas se estabilizou quando obteve o seu próprio espaço no Candal.
Em 1889 é formalmente organizada a Congregação do Bom Pastor, que elege uma Junta Paroquial e representantes ao Sínodo da Igreja Lusitana, desta forma se agregando oficialmente aquela Igreja.
No decorrer do século XX e em finais da década de sessenta e inícios da de setenta sob a orientação do Sr. Bispo Daniel de Pina Cabral na altura pároco do Bom Pastor o edifício da Igreja sofre profundas remodelações dando lugar a um espaço de culto de linhas modernas.
Na actualidade, é nesta paróquia que funciona o Centro Comunitário criado em 1997 com o objectivo principal de desenvolver serviços que respondessem às necessidades prementes da comunidade envolvente. Desenvolve as seguintes actividades: apoio alimentar, actividades de animação e cultura, centro comunitário, apoio social, encaminhamento e informação, lavandria e transporte.

Cassels, Andrew Boys. 1849-1931, presbítero

  • PT ILCAE ABC
  • Person
  • 1849-1931

Nasceu a 28 de julho de 1849, foi industrial e nessa qualidade teve de solicitar uma autorização especial para poder ser ministro da Igreja Lusitana, à qual aderiu em 1890 e que serviu durante 41 anos.
Pela proximidade que manteve com o irmão, cinco anos mais velho, Diogo Cassels, foi dos membros mais ativos da Igreja. Em 1886 era o tesoureiro da Junta Paroquial do Redentor e já então, sustentava a escola do Candal, inaugurada em Fevereiro de 1884. Em 1900 dirigia a orquestra da União Cristã Feminina do Bom Pastor.
Além da actividade musical, André dedicou-se ainda à ficção, escrevendo novelas de edificação religiosa.
Residiu sempre em Gaia, primeiro em Lavadores e depois no Candal, onde fundou uma escola a que mais tarde juntou um templo. A ele se deve também o edifício da Igreja Lusitana do Bom Pastor, Candal, Vila Nova de Gaia, que mandou construir em 1886. Como seu pai, John Cassels, que tinha montado uma fábrica de fiação em Mafamude, próximo do cemitério, o Reverendo André Cassels instala no Candal uma fábrica de fiação, conhecida então como "fábrica da lã". Mas não se limitou a ser apenas industrial, dedicou-se ainda à pregação do Evangelho nas Missões de Coimbrões,Madalena, do Marco e de Lavadores, Vila Nova de Gaia, Guimarães, e Viana do Castelo.
Gostava também de escrever, no seu jornal "O Bom Pastor" há vários trabalhos seus de muito interesse; a ele se deve também a publicação da "Biblioteca António Maria Candal", trÊs séries, com 20 opúsculos, ainda o Almanach para 1909, repositório de boas informações para aquele ano e também de história. É certo que era o Reverendo Armando Pereira de Araújo quem dirigia as publicações, mas André Cassels sem pre as acompanhava. Entre 1909 e 1914 escreveu 68 artigos e tantas outras notas.
Foi ordenado diácono em 1891, em Dublin, e a 13 de Junho de 1895 ordenado presbítero.
Criou a Liga dos Rebuscadores e participou em missões fora de Vila Nova de Gaia. Contribuiu ainda, para publicações periódicas como "O Bom Pastor" (1901-1916), "Luz e Verdade" (1919).
Faleceu em 18 de dezembro de 1931, contando 82 anos.

Sociedade de Esforço Cristão da Igreja de Jesus

  • PT ILCAE SECJ
  • Corporate body
  • 1920-

A Sociedade de Esforço Cristão, anexa à Igreja Lusitana, Apostólica, Evangélica de Jesus foi constituída em Lisboa no ano de 1920. Baseava-se nos princípios essenciais do Esforço Cristão, fundado pelo Reverendo Francis E. Clark, em 1881 em Portland na América.
Tinha por fim conduzir almas a Cristo e à sua Igreja e para atingir esses fins servia-se dos seguintes meios: vulgarização do ensino das Sagradas Escrituras; promoção e desenvolvimento espiritual, intelectual e moral; realização de sessões recreativas e manutenção de contactos com o "Comité Mundial do Esforço Cristão."

Sociedade do Esforço Cristão da Igreja de Jesus. 1920-1955

  • PT ILCAE SECIJ
  • Corporate body
  • 1920-05-18-1955

Estatutos da Sociedade de Esforço Cristão da Igreja Lusitana, Católica, Apostólica, Evangélica de Jesus composta por: sócios; direção: presidente (ministro da igreja), secretário-geral, secretário local, tesoureiro e dois vogais; Assembleia Geral - todos os sócios ativos de maior idade (presidente da direção, dois secretários); Comissão revisora de contas - constituída por três membros efetivos da Junta Paroquial (sócios ativos da Sociedade).
Estava ainda dividida esta Sociedade em Sociedade Infantil (sócios com menos de 16 anos), Sociedade de Adultos e comportava as seguintes comissões:
religião; dominical; beneficência; estudos; templo; melhoramentos; propaganda; recreios.

Esforço Cristão do Prado. 1927-

  • PT ILCAE ECP
  • Corporate body
  • 1927-01-30-

Diogo Cassels constituiu no Torne em 1903 uma liga do Esforço Cristão, com secções masculina e feminina, que organizava conferências, passeios, sessões recreativas, reuniões de oração e outras actividades. Após a fundação da capela do Prado, a União mudou a sua sede para o salão superior, dando continuidade à animação da juventude e à obra filantrópica e assistencial iniciada no Torne.
Em 1924, o reverendo Augusto Nogueira organiza uma liga juvenil, que Júlio Duarte afirma seguir o espírito do Esforço Cristão. Já em 1932, as senhoras da igreja constituem o departamento feminino do Grémio, tendo como principais iniciativas o auxílio assistencial, moral e espiritual.
A acção da Liga, conjugando a educação, a evangelização e o lazer, prosseguia com entusiasmo e em 1926 novo passeio foi organizado, mas por desacordos internos (próprios das associações juvenis), em 1927 fundou-se a União Cristã da Escola do Prado, concorrente da Liga Juvenil, que entretanto acabou. Esta organização, idêntica nos princípios à anterior, foi designada como Grémio Evangélico do Prado em 1930 e mais tarde por Esforço Cristão do Prado, tendo chegado até hoje e reconhecendo a data de 30.01.1927 como a do seu nascimento.

Ação de Renovação Cristã. Fl. 1949-1955

  • PT ILCAE ARC
  • Corporate body
  • 1949-03-16-1955-10-26

A Ação de Renovação Cristã foi constituída anexa à Igreja Lusitana Evangélica de S. Paulo e tinha como sua sede a rua das Janelas Verdes (Convento dos Marianos).
Destinava-se a desenvolver a acção cristã entre os jovens cristãos de Portugal e o bem geral dos seus associados, promovendo, simultaneamente, o desenvolvimento físico, social e intelectual.
O seu primeiro presidente foi o Reverendo António Pinto Ribeiro Júnior. Os secretários foram Leopoldo de Figueiredo e Felícia Fiandor dos Santos.

Missão da Madalena. 1905-1927

  • PT ILCAE MM
  • Corporate body
  • 1905-1927

A Missão da Madalena funcionou no lugar do Vale, na freguesia da Madalena em Vila Nova de Gaia, iniciada pelo reverendo André Cassels. A sua igreja mãe foi a Missão do Candal, também fundada pelo mesmo reverendo; mas depois procuraram a igreja do Prado, onde era ministro o reverendo Augusto Nogueira. O reverendo Armando Pereira de Araújo teve, igualmente, uma forte ligação a esta missão onde organizou conferências evangélicas juntamente com John Cassels, acompanhadas por projeções luminosas.
Em 1909 tinha em funcionamento uma aula noturna para adultos que funcionava de outubro a abril, de que era diretor-professor o reverendo Armando Pereira de Araújo.
Em 1914, certamente devido ao deflagrar da 1ª Guerra Mundial, o principal veículo de mensagens desta missão, o jornal "O Bom Pastor", passa a dar poucas notícias da sua atividade. Até 1927 contou com 22 anos de ação evangélica e educativa.

Spanish ans Portuguese Aid Society. Fl. 1870-1958

  • PT ILCAE SPCAS
  • Corporate body
  • 1870-1958

A sociedade "The Spanish and Portuguese Church Aid Society" foi fundada em 1870, com os seguintes objetivos:
• Pregação e ensino do Evangelho de acordo com os princípios da Igreja de Inglaterra e outras igrejas da comunhão anglicana;
• Promover a construção de edifícios para cultos públicos e outras atividades da Igreja, assim como apoiar o estabelecimento de escolas de ensino teológico;
• Manutenção de orfanatos e outras insituições caritativas de venda de bíblias e de outras literatura religiosa.

Comissão Permanente. 1880-

  • CP
  • Corporate body
  • 1880-03-08

A Comissão Permanente era eleita pelo Sínodo Geral (Regulamento Geral, artigo 18º) para apoiar os Bispos no cuidado dos interesses gerais da Igreja Lusitana. Foi presidida pela primeira vez pelo Bispo Riley, do Vale do México. Era composto pelo presidente, um secretário, ministros da Igreja e seculares.
Na ata de fundação de 8 de março de 1880 estiveram presentes:
Presidente: Bispo Riley do Vale do México
Reverendo João Joaquim da Costa Almeida (igreja da Santíssima Trindade)
Francisco Rodrigues Lobo, representante da igreja da Santíssima Trindade
Reverendo José Nunes Chaves (igreja da igreja da rua de S. Marçal)
José Gregório Bauduin, representante da igreja da rua de S. Marçal
Reverendo Cândido Joaquim de Sousa (igreja de S. Paulo)
João Gualberto de Araújo, representante da igreja de S. Paulo

Octávio Guedes Coelho. 1910-11-10-[19--], presbítero

  • OGC
  • Person
  • 1910-11-10-[19--]

Octávio Guedes Coelho nasceu a 10/11/1910 na Marinha Grande.
Licenciado em Teologia Reformada em 06/06/1956; Confirmado em 24/03/1963 na paróquia de S. Paulo da Igreja Lustiana; Instituído Diácono em 21/04/1963; Ordenado Presbítero em 04/08/1963; Em 1963 tornou-se diácono da paróquia do Bom Pastor; Entre 1963/1967 – pároco da paróquia do Espírito Santo; Entre 1971-1972 - pároco da paróquia do Salvador do Mundo; Entre 1967/1974 – pároco da paróquia do Bom Pastor; Em 1970 – pároco paróquia de S. João Evangelista onde exerceu também funções de Presidente da Junta Paroquial; Em 1984 – cónego da cátedral de S. Paulo, Arcipreste do Norte e Vigário-Geral.

Colégio Evangélico Lusitano. 1889-1946

  • PT ILCAE CEL
  • Corporate body
  • 1889-06-

O Colégio Evangélico Lusitano foi inaugurado em Junho de 1889: “A Comissão Permanente Diocesana desejando estabelecer em Lisboa uma espécie de Colégio Central que pudesse ser frequentado pelas crianças das três Congregações da Capital, resolveu abrir o que se denomina Colégio Evangélico Lusitano. Este colégio funciona numa parte do edifício, em que está estabelecida a Igreja de S. Paulo (…). Graças à bênção divina o colégio tem prosperado; tem 2 professoras, e 148 matrículas, e o termo médio de assistência diária é de 54 crianças.
Segundo o que se combinou, o salário de uma professora é pago pela Sociedade Auxiliadora e o da outra pelo produto de uma subscrição permanente promovida entre as congregações de Lisboa” (Relatórios…, 1889, p. 3-4; cf. Relatórios…, 1890, p. 3; idem, 1894, p. 10-11).
As escolas protestantes, por vezes designadas por colégios evangélicos, nasceram de vontades determinadas em combater a ignorância e a incredulidade. Os seus inícios dependeram fortemente da coragem e espírito decidido dos seus actores. Nos bairros pobres e operários de Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia; nas zonas deprimidas dos Açores e da Madeira; nos espaços piscatórios de Setúbal e da Figueira da Foz, e em Portalegre ou nas minas do Palhal, um conjunto de evangélicos sonharam e ergueram essas escolas.
Em 1911 era já diferente a concepção da escola evangélica, podendo constatar-se tal factona resposta que Joaquim dos Santos Figueiredo, director do Colégio Evangélico Lusitano, de Lisboa, dá ao director do jornal O Dia510. O motivo da réplica prende-se com uma notícia vinda no periódico em que se acusava o Colégio de ministrar ensino religioso, alegando-se que “estranhamente a autoridade não intervinha”. Peremptório Santos Figueiredo escreve: depois de publicada a Lei da Separação, nunca mais se ensinou às crianças, na escola, durante a semana, o catecismo da religião evangélica, pois temos as aulas dominicais para esse fim. O que se faz antes das lições do dia, que em regra principiam às 9 horas e meia da manhã, é entoar cânticos religiosos e patrióticos, e ler e explicar alguma passagem do Evangelho, para assim proporcionar às crianças altos exemplos de moralidade. Isto poder-se-ia fazer na mais laica escola, e seria bom que tal prática se estendesse a todas, porque os alunos não só aproveitariam a lição moral, que não é para desprezar nestes tempos, de tanta corrupção, mas iriam adquirindo os conhecimentos históricos da vida de Cristo, sem os quais não poderão mais tarde, se prosseguirem nos seus estudos, compreender os Lusíadas e muitas obras-primas de autores estrangeiros, como Milton, Shakespeare, Chateaubriand, Victor Hugo, etc.
Joaquim dos Santos Figueiredo foi, durante 38 anos, diretor do Colégio. Joaquim dos Santos Figueiredo, primeiro bispo-eleito da Igreja Lusitana e durante 38 anos diretor do Colégio Evangélico Lusitano, explica a sua concepção pedagógica: fazer as crianças decorar versículos é, para mim, um mau processo quando a isso se limita, isto é, decorar para ornar a memória. Decorar é mecânico. A memória não é apenas um auxiliar do intelecto, da inteligência. Creio que deve ser também do coração. Os católicos romanos adoptam um catecismo. O trabalho é de responder a determinadas perguntas. Esforço de memória. Mas nós não devemos seguir essa maneira de ensinar.
Na continuidade da obra do Colégio Lusitano, em 9 de outubro de 1941 foi concedido pelo Ministério da Educação Nacional, Inspeção Geral do Ensino Particular um alvará para que funcionasse como insituição de ensino feminino, sendo diretora Lavínia Augusta de Figueiredo.

Igreja de Jesus. 1877-1959

  • PT ILCAE IJ
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  • 1877-1959-03-2

Esta comunidade foi uma das fundadoras da Igreja Lusitana. A formação dos primeiros núcleos episcopalistas de Lisboa (comunidades de S. Paulo e de Jesus e congregação da SS. Trindade em Rio de Mouro, Sintra) ocorreu nos inícios da década de 70. Seriam, aliás, estes grupos que estariam na origem da Igreja Episcopal Reformada Portuguesa.
Quanto a J. Nunes Chaves, que fôra Capelão da Igreja da colónia italiana do Loreto, vem a fazer nesse ano e nessa congregação a sua nova profissão de fé,e funda, em Janeiro de 1877 a congregação de Jesus, na Rua de S. Marçal, em Lisboa. Efetivamente, a congregação de Jesus ocupava um espaço arrendado, havendo referência em 1884 à ajuda da Sociedade Auxiliadora para o respetivo pagamento.
Nos princípios de 1889, José Nunes Chaves deixou a congregação de Jesus e a I.L.C.A.E. para se juntar à Igreja Presbiteriana, instalada no antigo Convento dos Marianos em Lisboa, que então estava sem ministro. A congregação de Jesus ficou numa situação difícil, vindo até a ser proposto o seu encerramento por, anos mais tarde, continuar a ser servida pelos ministros de S. Paulo e S. Pedro e enfrentar problemas financeiros.
O Reverendo Júlio Bento da Silva foi ogrande impulsionador da reorganização desta igreja, a partir de 1909.
A 29 de Janeiro de 1913 os membros desta Missão, situada já em Campo de Ourique, passou a denominar-se Igreja de Jesus. Deu-se conhecimento à Comissão Permanente da Igreja Lusitana, pedindo-lhe ao mesmo tempo que fosse reconhecida como novo ramo da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica.
Depois de uma breve passagem por uma exígua casa na rua do Cabo instalou-se na rua Quatro da Infantaria, já com condições para a instalação de uma escola e igreja.

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